Séries

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Fotos: Empire Magazine/Marvel/Sony.

O terceiro filme estrelado por Tom Holland como o Amigo da Vizinhança, "Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa", estava cercado de expectativas dos fãs antes de estrear, ansiosos por rever os heróis e vilões famosos dos sete filmes anteriores do Teioso. 

E como é bom dizer que esse é um dos melhores filmes do Spider-Man já feitos. Para além do fan service, que é muito bem realizado, o longa emociona e diverte o público, resgatando momentos importantes da história de Peter Parker e nos lembrando, a todo o momento, que o adolescente cresceu e a vida adulta está chegando, com todos os seus dilemas e agruras. 

Vamos lá: o filme começa com o que vimos na cena pós-crédito de "Homem-Aranha: Longe de Casa", na qual o jovem é exposto ao olhos do mundo todo, com o jornalista J. J. Jameson (J.K. Simmons) revelando que Peter é o Cabeça de Teia e que o garoto teria comandado o ataque dos drones e matado Mysterio (Jake Gyllenhaal) - mentiras orquestradas pelo vilão antes de morrer.
Ah, e não dá para não mencionar a aparição de Matt Murdock (Charlie Cox) como o advogado de Peter, reprisando seu papel como o vigilante que vimos na série "Demolidor", da Netflix. A cena em que alguém joga um tijolo para dentro do apartamento da Tia May (Marisa Tomei) e Matt pega o objeto no ar, deixando o Miranha apavorado, é hilária e inesperada. 

Sofrendo com a perseguição toda e hostilidades, o rapaz pede a ajuda do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), na tentativa de fazer todos esquecerem que ele é o Aranha, pois tal revelação prejudicou não só o vingador, mas trouxe problemas para todas as pessoas próximas ao jovem. 

Strange até começa a fazer o perigoso feitiço, mas como Parker não fica quieto, o mago se atrapalha e tenta controlar a magia realizada até ali. O problema é que os dois acabam permitindo a vinda de pessoas de outras realidades do Multiverso para a que Peter está.

E a dinâmica do garoto com os vilões dos demais filmes é muito boa, pois o rapaz quer dar uma segunda chance para esses personagens, algo que Stephen veta e aí começa um embate entre os dois heróis, culminando na prisão temporária do mago em um loop. Peter rouba também o anel de Strange para abrir portais e a caixa para aprisionar os antagonistas, entregando o primeiro para Ned Leeds (Jacob Batalon), e o segundo para MJ (Zendaya).

Já no imóvel emprestado por Happy Hogan (Jon Fravreau), Peter trabalha para conseguir um antídoto para os vilões, e é muito legal vê-los todos juntos com o garoto em um momento que não seja brigando com o herói. E falando neles, parece que Willem Dafoe nunca deixou de interpretar Norman Osborn.

O ator estava incrível e conectado com o papel da mesma forma que nos filmes estrelados por Tobey Maguire. Aqui vemos que, novamente, ele ensaia uma parceria quase "paterna" com o personagem de Tom, assim como ocorreu lá em "Homem-Aranha" (2002).

Destaque também para Marisa, que posiciona sua May como a grande personagem norteadora do sobrinho, que aprende, duramente, que "Com Grandes Poderes, Vêm Grandes Responsabilidades", numa cena triste e emocionante. Um batismo de fogo para o nosso jovem herói.

Sem contato com o amigo, Michelle e Ned tentam achar, pelo universo, Peter, só que encontram não só um, mas dois Parkers. Andrew Garfield estava muito confortável em cena; já Tobey interpretou uma versão mais madura e vivida do herói. É bela a cena em que se encontram com Holland e desabafam sobre suas dores e perdas.

Os três em ação contra o panteão de inimigos do Miranha, tais como Electro (Jamie Foxx), Homem-Areia (Thomas Haden Church) e Lagarto (Rhys Ifans) é excelente, em cenas que mesclam ação com conversas triviais discutindo como cada um das versões do Teioso lida com a produção de suas teias ou dores nas articulações. Ah, e, claro, faremos uma menção honrosa a Alfred Molina e seu Dr. Octopus, que funciona muito mais aqui na trama como um aliado do Aranha, ajudando o jovem em algumas situações - muito bom!

E é incrível como o filme homenageia momentos icônicos dos longas estrelados por Garfield e Maguire: a cena em que MJ cai e Peter (Holland) não consegue salvá-la por culpa do Duende Verde, terminando com o outro Aranha (Andrew) pegando a garota, é uma delas.

Finalmente, o personagem de Tom enfrenta Norman e quase o mata, impedido por ele mesmo, ou melhor, por Tobey, que não deseja que o garoto mate o vilão, assim como ele fez com o suposto assassino do tio Ben (Cliff Robertson). Esse momento é um dos mais tocantes do longa, com uma atuação incrível dos dois intérpretes do herói.  A história termina com Strange executando o tal feitiço para que todos esqueçam que o Peter de Tom Holland é o Homem-Aranha.

O longa finaliza de forma muito semelhante à primeira aventura de Maguire, com o jovem não podendo ficar com sua amada MJ e rumando para uma vida adulta nada fácil, morando sozinho de aluguel e indo para a faculdade, completando um importante ciclo para o nosso herói.

O que tivemos, com este novo filme, foi um mergulho memorável e emocionante no universo do Homem-Aranha, que proporciona muito mais do que os fãs poderiam esperar da história que tanta gente cresceu lendo e assistindo. Simplesmente incrível.

P.S.: o longa tem duas cenas pós-créditos, uma relacionada a Venom e a outra ao próximo filme da Marvel, "Doutor Estranho no Multiverso da Loucura". Essa segunda, na verdade, é um teaser. Saiba quais são as cenas aqui no link.

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