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Imagem: Netflix.
Recentemente chegou à Netflix o novo filme estrelado pelo ator Dylan O' Brien, conhecido pela franquia "Maze Runner" e pela série "Teen Wolf". "Amor e Monstros" é um bom filme pipoca que entrega mais do que uma simples história com o esquema "menino tenta encontrar menina e enfrenta vilões para ficar junto da amada no final".

O mais interessante dessa história é que o caminho percorrido pelo seu protagonista pode ser ainda melhor do que a conclusão da trama. E vamos ao enredo do longa: Dylan é Joel, um garoto que vive num abrigo embaixo da terra com outras pessoas, após o mundo ser dominado por animais como baratas, lesmas e caranguejos gigantescos. Essa nova realidade fez com que os humanos passassem a viver debaixo da terra. 

Vemos que a vida que o jovem leva não é muito promissora: enquanto os outros membros de sua nova família fazem missões arriscadas, saindo da toca para pegar alimentos ou defender a casa de seres assustadores, o rapaz fica com as tarefas domésticas e sente subestimado. Não que os demais integrantes - que não têm, praticamente, identidade ou grande destaque na trama -  não o tratem bem, pelo contrário, parecem se importar com o garoto. Só que é mais sobre como ele se sente do que a visão dos outros sobre si mesmo. 

E enfrentar os monstros do filme está também ligado ao protagonista superar a si mesmo, já que, em pelo menos duas situações importantes, o rapaz travou e não conseguiu agir, colocando outras pessoas e a ele próprio em risco.

Por conta dessas questões, o jovem sai da "caverna" para enfrentar os desafios do lado de fora e deixar a zona de conforto, literal e metaforicamente. Seu objetivo inicial é encontrar a ex-namorada Aimee (Jessica Henwick, "Ameaça Profunda"), que está num refúgio bem distante. Nesse caminho, o rapaz encontra um cão que se torna seu fiel escudeiro - esse bichinho é uma das melhores coisas do filme, sério!

O jovem também faz amizade com Minnow (Ariana Greenblatt, a jovem Gamora de "Vingadores: Guerra Infinita) e Clyde (Michael Rooker, de "Guardiões da Galáxia"), dois sobreviventes que tiveram perdas em comum e se uniram. Ambos são importantes no processo de amadurecimento de Joel e na preparação para que o rapaz esteja mais forte quando tiver que encarar sozinho, mais uma vez, aquele mundo bem inóspito.

O filme tem até, pelo menos, umas duas boas cenas tensas e outras bem interessantes visualmente. A interpretação de O'Brien é um dos pontos altos do longa e o rapaz se vira bem nas cenas de ação e também no humor. O final da produção não é tão bom quanto o desenrolar da trama, mas o que temos de positivo é que não há tanta previsibilidade com relação a outros longas, que se apegam muito à história do casal que é separado por algum acontecimento catastrófico. De modo geral, vale bastante a pena conferir a produção. 

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