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Bebendo em fontes como a popular franquia Slasher "Pânico", "Rua do Medo: 1984" é um bom entretenimento com foco no público adolescente. Essa é a primeira parte da trilogia de terror da Netflix: os outros dois longas, "1978" e "1666", chegam à plataforma nos dias 9 e 16 desse mês, respectivamente. 

O filme, inspirado na série de livros do escritor R. L. Stine, autor também de "Goosebumps", que já virou filme protagonizado por Jack Black, nos traz muito do que já conhecemos em títulos do gênero, mas mesmo assim entrega uma história que prende o público até o seu final.

Na trama, vemos uma série de mortes misteriosas em Shadyside, que está bem longe de ser um lugar normal para se viver. Na verdade, parece que todos que moram ali estão perdendo o controle pouco a pouco. A boa cena de abertura, que se passa dentro de um shopping com a atriz Maya Hawke (a Robin de "Stranger Things"), logo nos remete à famosa série do Ghostface, com um telefonema misterioso e uma perseguição que já sabemos como termina. 

Depois, começamos a conhecer um pouco dos personagens centrais da trama. Confesso que essa apresentação se tornou um pouquinho irritante para mim, pois não há um diálogo que não seja logo após acompanhado de uma música. A trilha sonora do filme é boa, mas vemos que, pelo menos na primeira metade do filme, é quase um recurso insistente da trama.


O grupo de jovens envolvido na história sobrenatural é formado por um garoto nerd que participa de fóruns da internet investigando os crimes esquisitos ocorridos na cidade; duas ex-namoradas que simplesmente não se entendem, e dois amigos envolvidos com entorpecentes. 

Após participarem de um evento na vizinha Sunnyvale - esse nome lembra a cidade de outra produção famosa, Sunnydale, da série "Buffy - A Caça-Vampiros" -, os adolescentes se envolvem num acidente de trânsito e, a partir daí, uma assombração e dois mascarados saídos diretamente de um filme terror perseguem os jovens. Importante citar que a razão da rivalidade entre os municípios, para além da disputa esportiva, não é explicada - talvez em um dos dois longas que estão por vir seja explorada essa questão.

A causa de tudo isso está conectada à bruxa Sarah Fier, executada na região séculos atrás e que consegue manipular seus moradores mesmo do além-túmulo. Uma das jovens acaba misturando o sangue de um ferimento ao local da cova de Sarah, o que dá início ao jogo de gato e rato entre os adolescentes e os assassinos.

Mortes sangrentas, sustos e lugares-comuns de produções de terror e mistério, como "Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado" e "Sexta-Feira 13", permeiam o longa, que conta e muito com o carisma de seus atores para entregar um bom filme pipoca. 

O saldo da primeira parte de "Rua do Medo" é positivo, mesmo que aborde temas importantes como amizade, descoberta da sexualidade na adolescência e LGBTfobia apenas superficialmente. O final em aberto - e falsamente feliz, já que um terror dificilmente iria acabar bem, não é? - faz ligação com o próximo filme, estrelado por Sadie Sink, a Max de Stranger Things. 

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