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Imagens: Marvel/Disney.
"Viúva Negra" é o segundo filme da Marvel estrelado por uma heroína - o primeiro foi o mediano e bem aquém das expectativas, "Capitã Marvel". Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) finalmente ganhou uma aventura solo, que veio muito tarde, se pensarmos sobre a importância da personagem ao longo desse Universo Cinematográfico; pelo fato que a espiã morreu ao se sacrificar em "Vingadores: Ultimato" e pelo atraso do lançamento da produção por conta da pandemia. Lembrando que nosso texto aqui tem pequenos spoilers, então já esteja ciente.


Pois bem, a história do longa se passa entre "Capitão América: Guerra Civil" e "Vingadores: Guerra Infinita" e nos mostra um pouco das origens da moça - e bem pouco mesmo! O filme começa em 1995, onde vemos Natasha, sua irmã de criação, Yelena Belova (
Florence Pugh), e seus "pais adotivos", Melina (Rachel Weisz) e Alexei (David Harbour), morando em Ohio (EUA), num bairro arborizado, cheio de crianças e brinquedos. 


Vemos que já na infância, a heroína tinha um espírito protetor e, ao mesmo tempo, era alguém mais estrategista, que não entregava os pontos fácil. Subitamente, os quatro precisam fugir e deixar aquela vida pacata para trás para encontrar o general Dreykov (Ray Winstone), a mente por trás do programa das Viúvas Negras. 

O vilão compra e sequestra meninas para manipulá-las e transformá-las em armas, interferindo, dessa forma, nas grandes decisões do mundo, assim como a Hydra fez com Bucky Barnes/Soldado Invernal (Sebastian Stan). No começo do filme, vemos os créditos iniciais misturados a imagens reais da história mundial com cenas forjadas - como o Natal fake que a família de Natasha passou - com takes do treinamento da heroína. Isso tudo ao som de uma versão alternativa de "Smells Like Teen Spirit", do Nirvana.
O treinamento da espiã envolvia todo o tipo de abuso, incluindo a execução das jovens consideradas inaptas para a ação. No decorrer dos filmes do estúdio, conhecemos um pouco sobre o que a vingadora sofreu, então, era de se esperar que esse passado sombrio fosse mais explorado nessa nova produção, o que não acontece. 

Outro aspecto terrível do processo envolvia, literalmente, o controle mental das garotas por meio de uma substância que afetava seu livre-arbítrio. Também vemos que havia sido criado um antídoto que as livraria desse estado passivo, substância essa que vai parar nas mãos da protagonista. A moça tem vivido reclusa após os vingadores se separarem no final de "Guerra Civil", contando com a ajuda do amigo Rick Mason (O-T Fagbenle), que consegue armas e outros artefatos para a foragida.

A personagem de Scarlett vai para Budapeste e lá encontra Yelena. Bem, se você estava esperando uma grande revelação sobre esse momento vivido por Clint Barton (Jeremy Renner) e Natasha no passado, é melhor baixar bem a expectativa. Quase não há novidades sobre o que já foi contado sobre o episódio e há apenas uma cena de flashback. Acho que poderiam ter incluído outras e não ficar só na explicação.

Natasha e a irmã, antes de se acertarem, protagonizam uma grande cena de luta, que já vimos no primeiro trailer do filme, é verdade, mas que não deixa de ser eletrizante. Os diálogos entre elas demonstram uma mistura de ironia, mágoa, raiva, culpa e pesar. 

Mesmo com suas diferenças, as duas decidem ir atrás do general para matá-lo e acabar com a temida Sala Vermelha. Para isso, a dupla vai em busca de seu pai postiço, que está preso numa cadeia. O homem, que em seus tempos de glória foi o herói Guardião Vermelho - o Capitão América (Chris Evans) russo -, está velho e descuidado. 

Muito por conta do ator, Alexei é um dos personagens mais legais e lembra um pouco o Sr. Pêra de "Os Incríveis", que, mesmo estando fora da vida de super herói há décadas, tenta relembrar o tempo perdido, seja se espremendo no uniforme ou tentando salvar o dia.

A caçula fica muito brava quando, ao reencontrar as "filhas", o pai só fala dele mesmo e resume os três anos em que eram uma família como uma missão. O trio vai até a casa de Melina, que é a cientista que ajuda o vilão em seus planos. Apesar de dizer que é obrigada a trabalhar para o crápula, a mãe das garotas alerta os soldados do militar sobre o paradeiro do trio.

Aí é que começa uma série de reviravoltas na trama com direito a elementos que vimos em "Capitão América: Soldado Invernal". O tom do filme lembra um pouco ao do segundo longa de Steve Rogers, mas não possui o mesmo impacto emocional ou mesmo cenas de luta tão incríveis.

Ao se infiltrar, finalmente, na toca do leão, Natasha descobre um pouco mais sobre os planos de Dreykov, nada que nos surpreenda ou seja muito diferente do que vimos antes no próprio filme. E o modo com que o vilão revela suas pretensões é bem batido. 

Agora, inesperada mesmo foi a revelação da identidade do Treinador, vilão que imita os movimentos de seus oponentes e que deu um grande trabalho para Natasha. Apesar do pouco tempo de tela, o personagem é bem interessante.

Falando numa visão mais geral, o filme em si parece bastante episódico, um recorte dentro do imenso universo da Marvel, mas agradável de se assistir. No entanto, não tem o impacto necessário para engrandecer a história da Viúva Negra ou acrescentar à jornada da heroína. 

Vamos torcer para que os futuros lançamentos do estúdio focados em personagens femininas sejam tão bons e marcantes quanto os dos heróis. Lembrando que aqui estou falando apenas sobre os filmes e não das séries, então "WandaVision", estrelado pela Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), não faz parte dessa comparação. Ah, e lembrando que o filme tem uma cena pós-crédito - saiba como ela é neste link.

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