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Os filmes do diretor Christopher Nolan  - "O Grande Truque", "Amnésia", "Interestelar", "Batman - O Cavaleiro das Trevas" e tantos outros - proporcionam experiências diferenciadas ao público, à medida que mexem com as emoções e expectativas de quem os assiste. Mesmo em cenários mais comuns, como uma rua ou uma casa, o fantástico surge e brinca com elementos do nosso cotidiano, como o tempo e a realidade. 

Esses mexem com nossa percepção e necessidade de definirmos, enquanto assistimos a um filme qualquer, padrões e papéis, tais como o herói, o vilão, as motivações dos personagens, as reviravoltas, o castigo ou a redenção dos antagonistas e o desfecho feliz, esperado ou digno para o mocinho. 

Embora sigam muitos desses "elementos formatados" do cinema, os filmes de Nolan, muitas vezes, trazem heróis "quebrados", imperfeitos - às vezes, até personas com caraterísticas quase vilanescas; narradores com visões distorcidas que apresentam a história do ponto de vista que lhes convêm, e finais que não são bem o que você esperava, mas que trazem significado para o fechamento da história e, claro, surpreendem. 

"A Origem" (2010) não é o meu filme favorito do Nolan, mas a produção tem suas qualidades. Estrelado por Leonardo DiCaprio, Michael Cane, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Tom Hardy e grande elenco, o longa brinca com o conceito de realidade ao mergulhar no mundo dos sonhos de maneira engenhosa - mais pelo visual e a experiência imersiva que temos ao assistir do que pelo enredo ou nosso apego pelos personagens.

Na trama, Don Cobb (DiCaprio) ganha vida descobrindo segredos das pessoas ao se infiltrar nos sonhos delas. Ele é o maior "especialista no assunto" e precisa fazer um último serviço para conseguir voltar para casa e ver os filhos novamente. 

Ao se desentender com um dos membros de sua equipe, ele precisa da ajuda da jovem Ariadne (Ellen). Só que, à medida que vão se envolvendo cada vez mais na missão, o grupo enfrenta perigos impulsionados pelos pesadelos do passado que assombram Cobb. 

Por se tratar de sonhos, mesmo os elementos reais fazem paralelos com o estado emocional dos personagens - se um prédio cai, é, na verdade, a sanidade de um deles que está sendo testada. Então fica a dica de filme para você curtir na Netflix. E se você já assistiu, comente o que achou pra gente.

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